Empresas Referência

RESERVA

A marca nasceu em 2004 no estado do Rio de Janeiro e tem como origem o incômodo característico dos empreendedores Rony Meisler e Fernando Sigal. Se propondo desde o início a ser um amigo e não uma grife, a Reserva sempre se destacou pelo estilo rebelde e pouquíssimo convencional. Os fundadores da empresa entendem a Reserva muito mais como um amigo do que uma marca e é com essa linha de raciocínio que surge a relação da corporação com o Capitalismo Consciente. A Reserva faz negócio de um jeito prioritariamente humano e focado no engajamento holístico. O propósito da marca é: Cuidar, emocionar e surpreender as pessoas todos os dias. A partir da definição dessa frase que define a identidade da empresa, as decisões estratégicas que afetam todos os stakeholders são tomadas tendo esse propósito como ponto de partida. A Reserva tem projetos de realização de sonhos de colaboradores, transparência e diálogo com os clientes, incentivo a fornecedores e estimulo para melhora da vida das comunidades que estão em volta da empresa. O exemplo mais impactante é o projeto que envolve a comunidade. 1 P 5 P: a cada peça de roupa vendida a Reserva contribui para a doação de 5 pratos de comida. A empresa entende que a fome é um problema urgente a ser resolvido no país porque hoje quase 10 milhões de pessoas não vão comer nada. Mesmo tendo a consciência de que a marca sozinha não vai conseguir resolver esse problema, eles dão o exemplo para que outras corporações e também a sociedade civil faça o mesmo.

BEN & JERRYS

A história de uma das empresas mais divertidas do mundo começa em 1978 com um curso de correspondência feito pelos fundadores. Ben e Jerry abriram sua primeira sorveteria em um posto de gasolina depois de aprender como fazer sorvetes via cartas. Para comemorar 1 ano de abertura da corporação logo eles decidiram fazer a primeira grande ação de promoção: um dia inteiro de casquinhas gratuitas. A distribuição de sorvetes continua até hoje pelo mundo todo. No fim de 2014 a Ben & Jerrys se instalou em São Paulo. No Brasil o objetivo da marca sempre foi ser o melhor sorvete para o país e não o melhor sorvete do país. Com essa mesma linha de raciocínio no resto do mundo, a empresa já lutou e luta por causas altamente importante, como luta contra o hormônio artificial, doação de parte do lucro para projetos sociais, manutenção das famílias de pequenos produtores em suas terras, compromisso com o comércio justo, apoio ao movimento Black Lives Matter e muito mais.

EUZARIA

A marca de roupa baiana nasce da insatisfação de dois empreendedores, Zé Pimenta e Kiko Kislanky. Os dois vem do mercado publicitário e sempre sentiram que eles poderiam entregar mais para a sociedade do que o status quo da publicidade pede. Eles transformaram peças de vestuário em uma plataforma de comunicação com mensagens de muito amor e consciência social. Além disso, a Euzaria transforma a realidade das suas pessoas e da comunidade que a cerca. A cada peça vendida a empresa contribui com a garantia de um dia de aula de um jovem protagonista através do Instituto Aliança.

WHOLE FOODS MARKET

A Whole Foods Market foi fundada em 1980 por John Mackey e Renee Lawson com o propósito de vender comida saudável, mas ao longo do tempo o propósito foi se transformando em algo evolutivo e atualmente o propósito é melhorar a saúde das pessoas, o sistema alimentício e o planeta. Apesar desse propósito ter emergido anos depois da fundação da Whole Foods, ele já dava sinal nos primeiros meses de existência da companhia quando já era uma empresa de grande sucesso. Em 1981, com apenas oito meses de operação, a empresa passou por um marco de extrema dualidade. No Memorial Day de Austin, a cidade sofreu a pior inundação dos últimos 70 anos, que deixou 13 mortos e um prejuízo para a economia da cidade de quase U$ 100 milhões (trazidos a valor presente). A água subiu 2,4 metros na loja, o que acabou causando a perda de todo estoque de alimentos, equipamentos e um prejuízo de U$ 400 mil.
No dia seguinte a enchente quando os fundadores e colaboradores da empresa foram conferir o estrago, foi de encher os olhos de lágrimas. Porém como era feriado e muita gente estava de folga, algo inesperado aconteceu: muitos clientes e vizinhos apareceram com roupas de trabalho, esfregões, baldes e afins para ajudar a limpar e recuperar o local. Eles diziam a todos o quão importante era aquela loja para a comunidade e que não iriam deixar aquilo morrer. A Whole Foods ainda recebeu ajuda de fornecedores que passaram a distribuir os alimentos em forma de crédito até a loja reaver as suas condições de pagar. Atualmente a Whole Foods Market é a maior rede de supermercado orgânico do mundo. Ela foi comprada em junho de 2017 pela Amazon por U$ 13,7 bilhões. A rede conta com mais de 470 lojas pelo mundo e um alto poder de inspiração para outros negócios.

SOUTHWEST AIRLINES

Fundada em 1967 com o propósito de dar as pessoas a liberdade de voar, a Southwest Airlines montou um modelo de negócio bem diferente do que se praticava no mercado da época. A companhia trabalha apenas com um modelo de aeronave (Boeing 737) e tem apenas uma classe disponível. Desde 1973 a empresa só apresenta resultados de lucro. Ou seja, são 45 anos seguidos de resultados melhores que do ano anterior. Um dos maiores feitos da Southwest acontece no ano de 2008, durante a crise econômica dos EUA. O momento difícil do país fez com que o mercado de companhias aéreas estadunidenses apresentasse como solução para melhorar o desempenho e conseguir superar a crise passando a cobrar taxas sobre as bagagens dos passageiros. Com isso, em média o faturamento das companhias poderiam aumentar U$ 300 milhões. Mas como a Southwest poderia aderir a esse movimento se o propósito é dar as pessoas a liberdade de voar? Não tem como você ser livre para voar se tiver que pagar por algo que é inerente a sua viagem. Portanto a Southwest Airlines ao pensar colocar o seu propósito a frente da situação se posicionou contra essa tendência dizendo que “taxas não voam conosco” e no fim do ano teve um aumento no faturamento de aproximadamente U$ 900 milhões. Com um simples não, pensando no propósito e nas pessoas, a companhia conseguiu mais uma vez superar dificuldades e ganhar ainda mais o coração dos passageiros.

TOM SHOES

A Toms Shoes foi criada em 2006 após uma experiência do seu fundador na Argentina. Blake Mackoskie estava viajando pelo país e após ver algumas crianças nas ruas em situações muito vulneráveis, próximas de drogas e longe da escola, ele acabou questionando moradores locais sobre o motivo dessas situações ocorrerem e foi surpreendido pela resposta de que aquelas crianças não poderiam estar na escola porque o calçado é parte obrigatória do uniforme e muitas famílias não tem condições de comprar, por isso elas não podem frequentar o ambiente escolar. Depois dessa resposta surpreendente, Blake conheceu um projeto social que arrecadava calçados novos e usados para essas crianças e ficou muito animado por poder contribuir com doações que mudariam a realidade daquelas crianças. Porém, ao comentar de maneira empolgada com o seu companheiro de viagem sobre tudo aquilo havia feito, o parceiro devolveu uma pergunta que mais pareceu um balde de água fria: “O que vai acontecer com essas crianças depois que elas precisarem de outro par?”. Foi aí que Blake percebeu que na verdade só estaria adiando o problema, mas que não acabara com ele de fato. E foi aí que surgiu a ideia da empresa pioneira no modelo “one for one giving”: A cada item vendido, outro era doado. Assim nasceu a Toms Shoes, doando um par de tênis para cada um que vendesse. Com o propósito de resolver o problema dessas crianças e de provavelmente muitas outras em vários lugares com situações parecidas. Atualmente a Toms já doou mais de 85 milhões de pares de tênis, além de várias outras causas que apoia com doações e ações sociais e de desenvolvimento.

Qual impacto aconteceria na vida das pessoas se a sua empresa deixasse de existir amanhã?